Neste segundo artigo da série comunicação orgânica vamos falar de “organização de informação” e da mais maravilhosa (e mal utilizada) ferramenta criada para este fim no meio digital: As Hashtags!

Sua criação é creditada a Chris Messina em um tweet de 2007 que tinha intenção de organizar melhor os grupos no Twitter e inserir uma “chave” que fosse simples o suficiente para que qualquer pessoa pudesse usar, mesmo que não conhecesse lógicas de programação. Para quem não lembra, a internet 1.0 tinha inúmeras possibilidades de customização para quem tinha essa capacidade de lógica, que foi sendo deixada de lado a medida que as redes iam se massificando e o usuário se tornando cada vez mais “genérico”.

Na prática, hoje as principais redes que fazem uso das #hashtags (com melhor administração de resultados) são o Twitter e o Instagram, mas elas podem ser reconhecidas em qualquer uma das redes mais populares. O objetivo atual é agregar conteúdo em torno de um “rótulo” que possa definir uma linha de pensamento ou curadoria de conteúdo.

Elas também servem para assinalar que algum conteúdo adere a um tipo de prática, como a #pracegover que é utilizada sempre que alguém quer indicar que os conteúdos em imagem possuem descrição para pessoas com deficiência visual.

O mais importante para organizar e utilizar bem uma hashtag é saber que elas geram pouco valor para seu conteúdo se utilizadas sem seguir alguns princípios. Vamos relacionar alguns desses princípios aqui:

 

Não crie, pesquise!

Por ser algo tão fácil de ser criado e trabalhado, ninguém resiste a “tentação” de criar uma hashtag para promover um assunto de seu interesse. Acontece que qualquer assunto pode já ter uma hashtag que o organiza, produzida a mais tempo e que pode colar o seu conteúdo a outros conteúdos relacionados. Se você está criando uma Feira de Sorvetes uma hashtag #FeiradeSorvetesdeCacimbinhas ou #SorvetesCacimbinhas2018 fará muito pouco por você. Procure pesquisar que tipo de hashtag as pessoas estão utilizando, como por exemplo apenas #sorvete ou #sorvetes. No caso de hashtags cada letra pode alterar e as vezes você precisa inserir as duas.

Um bom caminho é analisar os trends locais e regionais do Twitter para ver sobre o que as pessoas mais estão falando e “aproveitar” uma hashtag para colar seu produto. Principalmente em eventos ao vivo, é bem comum as pessoas ao invés de lerem apenas as suas timelines, conferirem as listas de hashtags para interagir com outras pessoas interessadas no mesmo tópico. Você pode inclusive adotar essa prática antes de postar o seu conteúdo e interagir um pouco com sua possível audiência.

 

Crie para reencontrar

Mesmo sendo a pesquisa um fator preponderante para uma boa hashtag, criar a sua vale a pena quando seu interesse é promover uma ação que você vai ter que rastrear as interações posteriormente. Seja para um sorteio ou para um evento específico, aí sim é interessante criar a sua. Dependendo do tamanho do evento, verificar se o público já não escolheu a sua Hashtag para se comunicar, bastando você assumir ela como oficial.

Ao criar seja simples e sintético, colocando caracteres suficientes para que ela seja identificável  e ao mesmo tempo você possa diferir de outras dimensões parecidas. No caso do exemplo anterior a melhor combinação seria #Sorvete #Cacimbinhas pois permite que você além de cola seu assunto, ainda promova o fator de diferenciação, que é a Feira ser de Cacimbinhas.

Cuidado com o uso de datas nas Hashtags, pois podem fazer você perder o histórico, caso as pessoas acabam não adotando aquela versão. No exemplo #Cacimbinhas2018 exige que a pessoa pondere se está no ano certo e não consegue fazer link com as outras edições. O mais recomendável é tirar a data da Hashtag a menos que a data seja parte do Branding do seu conteúdo.

 

Menos é mais

Não encha seu conteúdo com muitas hashtags apenas pensando em “colar” ele com mais públicos possíveis. Use algo entre 2 até 4, sempre focando na mensagem principal que você quer passar. “Mas minha feira vai ter Sorvete, mas tem também cerveja artesanal, show sertanejo, de rock e uma tirolesa.” Ok, o que você acha que terá mais abrangência para sua região nas conversas daquele momento? A menos que você esteja fazendo um sorteio prefira sempre o que as pessoas estão falando agora. A internet é volátil e como uma via de duas mãos, as hashtags precisam levar isso em consideração.

Ou seja, hashtags possuem duas finalidade: Aproximar e Arquivar. Elas podem aproximar o que você está falando de forma orgânica com quem tem uma predisposição e interesse, ao mesmo tempo que permite que você recupere e encontre pessoas que estão falando sobre seu conteúdo de forma rápida e dinâmica.

Utilizar hashtags é um grande exercício de empatia do usuário e um esforço cognitivo de organizar seu conteúdo de forma a ele ser melhor encontrado e classificado em uma rápida “olhadela”.

Continue nos acompanhando nessa série de conteúdos orgânicos que daremos várias dicas sobre uma comunicação direta em um meio assíncrono como o das redes sociais.

 

Até a próxima! 😀

A revolução da mídia eletrônica e programática tomou de assalto as mesas de discussão e até mesmo as salas de aula quando o tópico era “retorno sobre investimento” em comunicação publicitária (e progressivamente também a comunicação jornalística). Jogamos um tempero de “Big Data” (capacidade de manipulação de quantidades absurdas de dados em busca de correlações), uma pitada de métricas de vaidade e chegamos a receita infalível do marketing digital: O clique!

Desenvolvemos uma obsessão pelo clique do usuário e todas as formas de trabalho hoje relacionadas a comunicação digital estão pautadas na busca do clique: Seja para uma métrica de vaidade, para positivações relacionadas a um conteúdo, ou pelo tráfego em si. Não a toa as redes sociais tornaram-se o oásis de pessoas ávida por clicar em algo para preencher o seu vazio existencial ou simplesmente por elaborar formas de compactar uma informação a ponto de ser replicável a terceiros sem que estes cogitem a sua origem ou veracidade.

Obviamente não estamos aqui para questionar o modelo programático enquanto capaz de entregar resultados imediatos, pois possui uma “chave de curto prazo” muito poderosa. A pergunta é, se nem todo lead qualificado é um cliente potencial, onde eu construo um ambiente de identificação e relacionamento de longo prazo?

Este é um projeto que desenvolvemos há algum tempo sobre desenvolver estruturas de comunicação orgânica que mantém pessoas alinhadas com a proposta de valor da marca interagindo em seus canais, mesmo que não seja um alvo de curto prazo. A comunicação orgânica vai manter estas pessoas orbitando seu sistema até o momento em que ele vai efetivamente precisar do produto e/ou serviço, de forma que ela não precisa decidir. A decisão foi construída ao longo desse relacionamento.

Nesta série vamos falar um pouco de tudo que envolve esse modelo orgânico, para além de tags como inbound, KPIs, ROIs e outras que são comumente utilizadas na comunicação digital. A ideia é fazer uma viagem mais profunda na humanização da comunicação digital.

Acompanhe-nos nesta série! 🙂

Há aproximadamente mil anos, um Chinês fazia as primeiras experiências com prensas tipográficas de tipos móveis (que podem ser reutilizados e rearranjados para obter diferentes tipos de impressão). Quatrocentos anos depois, também aproximadamente, Johannes Gutenberg tornaria pública sua revolucionária prensa móvel, considerado o primeiro artefato de produção de informação em escala (até então) a produção de cópias de livros era algo trabalhoso e bastante ineficaz. A disseminação oral ainda era o meio mais efetivo de se disseminar uma informação.

Quem poderia imaginar que,  em pouco mais de 500 anos (e é interessante pensar que nosso país tem mais ou menos essa idade), seríamos capazes de disseminar, de forma instantânea, praticamente qualquer tipo de informação, a um custo residual praticamente zero?

Me parece claro que ainda não somos capazes de entender os processos de disseminação de informação em massa, se considerarmos a capacidade de comunicação global através de meios de ofício, de certa forma chancelados para isso, como a imprensa. Agora imagina tentar entender o impacto quando esta disseminação não precisa de um agregador e distribuidor e pode ser feita ponto a ponto (pessoa a pessoa).

Para piorar (ou melhorar, dependendo de sua perspectiva), a internet inaugurou o sistema de comunicação híbrida, síncrona e assíncrona, que permite que você acesse informações a qualquer tempo, independente de sua origem ou grau de confiabilidade. Milhões de Terabytes produzidos diariamente de informações úteis e inúteis à distância de uma busca.

Se uma das anedotas contadas sobre os primeiros jornais pudesse ser recontada, teríamos base para entender como a informação ganha sua validação, independente do fato a que se refere. O jovem redator corre para o homem da prensa e diz “Parem as máquinas, tenho uma notícia aqui que vai causar grande impacto e preciso que se publique hoje! ” Eis que o homem da prensa lhe questiona “E como sabes que esta notícia é verdade?”. “Por que amanhã ela já não importa”.

É fato que teremos que encontrar um meio de ajustar esse padrão comunicacional novo e avassalador da disseminação pessoa a pessoa, pois cada vez mais se tornará impossível fazer a curadoria das informações. Será que precisamos de travas ferramentais, como alguns sistemas de verificação agregados às redes sociais? Será que precisamos educar a massa para que se possa gerar um filtro orgânico sem que os valores democráticos de acesso à informação sejam vilipendiados? Será que a comunicação livre e irrestrita pode ser direcionada para algum interesse de forma menos explícita do que uma na qual exista credibilidade em canais chancelados?

Nós não temos resposta para estas perguntas, mas acreditamos que esta deveria ser uma de nossas discussões para agora e daqui em diante.

Interessante perceber como o crescimento do interesse das corporações por inovação –  talvez pressionados pelas novas dinâmicas de mercado das Startups – trouxe uma série de novas relações aos processos de trabalho. Ainda buscamos a melhor equação na relação de tempo, investimento e retorno para processos de inovação, ao passo que o elemento fundamental desta conjuntura, que na minha opinião é o material humano, ainda é subavaliado dentre as múltiplas variáveis incluídas.

Para além da responsabilidade com o resultado das disrupções (que abordei na Crítica da Inteligência Tecnológica), queria propor um olhar sobre o fino balanço entre a liberdade e a responsabilidade envolvidas em qualquer processo de inovação, tendo como foco as pessoas envolvidas.

Não há questionamento que a colaboração e cocriação envolvendo os mais diversos atores e repertórios, são a sopa primordial para geração de inovação para qualquer processo.

Você pode ler isso em qualquer livro sobre o assunto, e a questão acaba focada em qual método ou processo é o melhor para ser utilizado. No entanto, o componente de expectativa dos envolvidos e, principalmente, sua relação de valor com o resultado do que é proposto, também fazem parte dessa equação.

Nas empresas em que pude participar, o histórico comum é a seleção de indivíduos mais alinhados com os princípios e valores da empresa (segundo os gestores ou setores de RH). Nesse contexto, pouco é construído no campo da formação da expectativa gerada e de que forma o resultado de suas ações será integrado ao “modus operandi” da empresa.

Afinal de contas, a  verdadeira inovação só será possível se houver empoderamento e um canal por onde o MVP possa chegar a operação.

Este processo de alinhamento de expectativas envolve tanto os níveis mais altos de gestão estratégica – que precisam se despir de sua hierarquia e empoderar o grupo envolvido no processo – quanto os próprios envolvidos, os quais precisam ter claro o seu papel junto ao grupo e para com suas responsabilidades.

Isso significa que é preciso um conjunto de compromissos entre a organização e o grupo destacado para o processo de inovação que suplante metas e possíveis resultados, e estabelecer a liberdade para errar e descobrir, no mesmo passo que delimita as responsabilidades de todos os níveis envolvidos.

É comum que em alguns casos se projete metas específicas para os trabalhos de inovação, o que se revela, ao longo do tempo, como um ótimo caminho para destruir qualquer possibilidade de que algo realmente novo e de impacto seja criado.

Não à toa, muitas corporações preferem comprar Startups (por já terem concluído o ciclo da inovação) a construir inovação internamente e pagar o preço do processo. Invariavelmente, esse custo acaba sendo pago pelo valor de mercado da inovação “comprada” e também no custo de setup, para adaptar o produto/serviço ao contexto da corporação, por não ter nascido já com o mesmo “DNA”.

Entender as expectativas de todos os atores –  diretoria, colaboradores e o grupo de inovação – é um passo que entendo importantíssimo e talvez devesse vir antes da primeira análise de comportamento do usuário, pensando no desenvolvimento de inovação a partir do design centrado no usuário. Isso pode não só construir uma estrutura mais sólida para o grupo de pessoas envolvidas, como também proporcionar um alinhamento de expectativas e norteadores desde o início do processo.

As hashtags já são parte ativa das redes sociais. Praticamente não se vive mais sem elas. Se você quer ser encontrado por determinadas pessoas, #. É como se fosse a marca registrada de cada postagem nossa.
Segundo o site plugcitarios.com, a hashtag “etiqueta a mensagem no ambiente digital”. E é a mais pura verdade. Observe o número de seguidores que você “abocanha” com esse símbolo/etiqueta. Ainda segundo o plugcitarios.com, a hashtag serve não só para atingir novos públicos, mas também para vender, entender o que os seus seguidores procuram e conectar você ao seu cliente. Nunca uma etiqueta foi tão poderosa.
Quem não tem o hábito de incluir uma hashtag em uma publicação, já pode começar agora. Além disso, não é só a internet que incentiva o uso da “etiqueta eletrônica”. A televisão e veículos impressos também já conhecem a serventia da “cerquinha”. Até mesmo a audiência das suas ações de marketing podem ser medidas através da hashtag, segundo o site ocaradomarketing.com.br
De acordo com o site seomaster.com.br, uma das melhores coisas que as hashtags nos proporcionam “é a integração entre as Redes Sociais”. Isto é fato. Até mesmo para participar de alguma promoção ou sorteio, ela é indispensável.
Se você quiser seguir publicando sem usar uma hashtag sequer, sem problemas. Mas lembre-se de que você corre o risco de #cairnoesquecimento.