A revolução da mídia eletrônica e programática tomou de assalto as mesas de discussão e até mesmo as salas de aula quando o tópico era “retorno sobre investimento” em comunicação publicitária (e progressivamente também a comunicação jornalística). Jogamos um tempero de “Big Data” (capacidade de manipulação de quantidades absurdas de dados em busca de correlações), uma pitada de métricas de vaidade e chegamos a receita infalível do marketing digital: O clique!

Desenvolvemos uma obsessão pelo clique do usuário e todas as formas de trabalho hoje relacionadas a comunicação digital estão pautadas na busca do clique: Seja para uma métrica de vaidade, para positivações relacionadas a um conteúdo, ou pelo tráfego em si. Não a toa as redes sociais tornaram-se o oásis de pessoas ávida por clicar em algo para preencher o seu vazio existencial ou simplesmente por elaborar formas de compactar uma informação a ponto de ser replicável a terceiros sem que estes cogitem a sua origem ou veracidade.

Obviamente não estamos aqui para questionar o modelo programático enquanto capaz de entregar resultados imediatos, pois possui uma “chave de curto prazo” muito poderosa. A pergunta é, se nem todo lead qualificado é um cliente potencial, onde eu construo um ambiente de identificação e relacionamento de longo prazo?

Este é um projeto que desenvolvemos há algum tempo sobre desenvolver estruturas de comunicação orgânica que mantém pessoas alinhadas com a proposta de valor da marca interagindo em seus canais, mesmo que não seja um alvo de curto prazo. A comunicação orgânica vai manter estas pessoas orbitando seu sistema até o momento em que ele vai efetivamente precisar do produto e/ou serviço, de forma que ela não precisa decidir. A decisão foi construída ao longo desse relacionamento.

Nesta série vamos falar um pouco de tudo que envolve esse modelo orgânico, para além de tags como inbound, KPIs, ROIs e outras que são comumente utilizadas na comunicação digital. A ideia é fazer uma viagem mais profunda na humanização da comunicação digital.

Acompanhe-nos nesta série! 🙂

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *