Caso alguém que venha a ler esse texto não saiba, eu tive o prazer e a honra de ser o Mestre de Cerimônias do último Interaction South America 2017 acontecido em Florianópolis, a maior conferência de UX Design do mundo. Último no sentido amplo, pois não haverá um outro ISA, como é carinhosamente chamado o evento, mas sim um “ILA” (Interaction Latin America) com a adição dos países da América Central e Caribe ao IxDA.

Foi muito incrível ver palestrantes vindos dos 5 “cantos do mundo” falando sobre design de experiência e sua importância para as relações humanas. Para a sorte de nossa espécie, todo o evento foi gravado e será disponibilizado posteriormente, pois muitas palestras merecem ser vistas e revistas várias vezes.

Para além da lista de palestrantes e seus slides, eu queria falar de algumas coisas que só poderiam ser vistas por quem estava atrás das cortinas. Enquanto os slides mostravam repetidas vezes palavras como “empatia” e “cocriação”, no backstage estas máximas eram vivenciadas. Seja no empenho de cada membro do staff para tornar a jornada de todos durante o evento inesquecível, ou mesmo dos convidados que estavam plenamente engajados a fazer uma entrega excelente. Já deixo aqui meu agradecimento especial a Simone, Priscila, Ana e Patricia pelo convite que foi praticamente um presente.

Em cada olhar se percebia que havia algo que nos unia mais que a diferença de línguas, costumes e até mesmo gostos: a simpatia!

A forma como os participantes se relacionaram nos bastidores foi um exercício orgânico de empatia, onde pudemos desde ouvir uma rápida história de acessibilidade antes de Lucas Radaeli entrar no palco (e descobrir que ele é o Demolidor Brasileiro nominado pelo próprio Charlie Cox), ou mostrar para Janeki Kumar que a verdadeira música de festa brasileira é o Funk, e até mesmo ajudar Rob Nero a dar uma “traduzida rápida” em seus slides.

Rob, Lucas, Steve, Anderson, Greg, Janeki, João, Brenda, Elaine e mais alguns que eu não lembro o nome. Gente dos 5 continentes e todos nessa vibe como se fossem velhos amigos. 🙂

Diversos momentos como esses ao longo dos dois dias me deram uma visão muito particular sobre nossa criatividade e capacidade de interação. Que outro povo pode ser tão aberto a ponto de reunir tantas pessoas diferentes de forma cordial? Que outro povo pode manter um diálogo de horas com pessoas que você acabou de conhecer apenas para entender como elas pensam? Que outro povo pode fazer as coisas funcionarem mesmo quando algumas coisas dão errado e manter tudo “andando”.

Sim, esses somos nós, brasileiros.

A despeito de alguns que acreditam que as diferenças nos separam, acredito que esse é o fator que nos une e oferece a proposta de valor que podemos entregar pro mundo. Que nos permite intercambiar com qualquer outra cultura do globo e despertar a verdadeira criatividade. Aquela que brota das opiniões mais diversas em conflito.

Em 2018 tem ILA no Rio de Janeiro e quero ter a oportunidade de vivenciar esses momentos mágicos novamente. Mas, nesse meio tempo, assumi a missão de integrar culturas e ideias diferentes. Múltiplas visões, pois é daí que nasce o verdadeiro valor.

Um valor para mudar o futuro.

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